“Precisamos oxigenar a UFG”: Karla Emmanuela e Eliomar Araújo dão início à pré-campanha para reitoria da universidade

Tradicionalmente, nos anos de definição de nova gestão para a reitoria, a escuta acadêmica da comunidade da Universidade Federal de Goiás (UFG) acontece ainda no primeiro semestre, no final do mês de junho. Neste ano, docentes (da ativa e aposentados), servidores técnicos-administrativos e estudantes irão votar nas chapas que julgarem mais qualificadas para então se formar a lista tríplice que será enviada ao Governo Federal. 

Uma das poucas candidaturas já tidas como certa é a da professora Karla Emmanuela. Ela, que é da Escola de Engenharia Civil e Ambiental, entra como cabeça de chapa, enquanto o professor Eliomar Araújo, do Instituto de Informática, aparece como seu vice.

Seguindo as atividades de pré-campanha, os dois vieram ao Jornal Opção compartilhar os guias e prioridades de uma eventual gestão, além de comentar o processo eleitoral como um todo. 

Falando das motivações de sua candidatura, os representantes da chapa destacam: “precisamos oxigenar a UFG”. Pensando nas últimas gestões que a universidade teve, Karla pontua que “em 20 anos, 25 anos, temos mudanças geracionais, temos outros pensamentos, outras realidades, outras demandas. Precisamos dar espaço para esse novo surgir”.

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Na reitoria

A professora Karla explica que o plano de gestão ainda está em processo de construção, se baseando sempre no diálogo com as diferentes unidades acadêmicas. “Uma coisa que a gente tem ouvido dos três segmentos é o tema da infraestrutura”, compartilha Karla. Os temas da saúde mental e da permanência estudantil também se mostraram recorrentes na escuta à comunidade acadêmica.

Eliomar traz ainda a questão do “orçamento estrangulado”, se referindo principalmente às verbas de custeio e de investimento. O docente reconhece as dificuldades orçamentárias vividas pela instituição de ensino nos últimos anos, principalmente durante as gestões de Temer e Bolsonaro, e os impactos disso no cotidiano da universidade. “ É preciso buscar articulação externa para que esse orçamento possa ser revisto, para que possam oferecer as condições essenciais para esse bom funcionamento”, resumiu.

Apesar das limitações que perduram até os dias atuais, a UFG ainda cresce, tanto em estrutura quanto em número de alunos. Mesmo reconhecendo a importância desse crescimento, Eliomar pontua que “o modelo expansionista traz alguns desafios e alguns questionamentos que é preciso levar para a discussão”, pensando sempre na consolidação dessa universidade crescente. Uma avaliação geral do orçamento deve se somar à mobilização com agentes externos para definir prioridades e estabelecer planos de ações mais concretas para contornar a realidade orçamentária limitada.

Por mais incipiente que o movimento de campanha esteja, os docentes compartilham os guias de sua atuação: diálogo e transparência. “A transparência na aplicação dos recursos, no modelo de gestão que está sendo criado”, pontuou Karla. 

Sobre a adoção do diálogo como guia da campanha e de uma possível gestão, tanto Karla quanto Eliomar destacam a necessidade de manter uma proximidade entre os diferentes setores da universidade e a reitoria. Essa postura garante que a gestão não vá “agir para apagar incêndio, mas se antecipar, buscar ir até as unidades acadêmicas, que é onde, verdadeiramente, as ações educacionais acontecem”. 

Histórico 

Professor Eliomar é docente do INF desde 2016 e segue dentro de sala de aula desde então. Ao longo de sua atuação, além de trabalhar no tripé ensino-pesquisa-extensão, ele acumulou funções de gestão. Ele, inclusive, ocupa a posição de diretor do instituto. 

Durante a entrevista, ele destacou alguns projetos de destaque nos quais esteve envolvido, como a reformulação do projeto pedagógico do curso de Sistema de Informação (entre os cursos mais procurados da universidade, este ascendeu da 14ª para a 7ª posição), elaboração de sistema para detecção e combate a fake news no período eleitoral (em parceria com Agência Nacional de Telecomunicações e com o Tribunal Regional Eleitoral), projeto de extensão em parceria com a Defesa Civil para detecção de áreas de risco de foco de incêndio e inundações, entre outros. 

Karla teve seu primeiro envolvimento com a UFG durante sua graduação no curso de Arquitetura e Urbanismo. A graduação em si foi feita na Universidade Católica de Goiás (UCG, atual PUC-GO), mas o primeiro estágio aconteceu na UFG. Logo na sequência, veio a formação em mestrado nesta instituição de ensino, no Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (IESA). Em 2009, após a conclusão do doutorado, Karla foi aprovada para o concurso de professora em regime de dedicação exclusiva na Escola de Engenharia Civil e Ambiental da UFG.  

Assim como Eliomar, Karla teve presença garantida em  todos os segmentos do ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de acumular experiência como gestão.  Ela participou da elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia, do Plano de Recursos Hídricos do estado, além de ter sido coordenadora do curso de Engenharia Ambiental, vice-coordenadora da Engenharia Civil e diretora da Escola de Engenharia (a terceira mulher e primeira arquiteta a ocupar a posição). Seus diálogos com estudantes de graduação e de pós-graduação abordam temas como gênero e sustentabilidade. 

Karla pontua que o diálogo entre representantes dos setores público e privado com a UFG “é importante, tanto do ponto de vista do desenvolvimento do conhecimento na academia, quanto do ponto de vista da socialização do conhecimento, quanto do ponto de vista de atendimento da demanda da sociedade”.

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