Ciro Nogueira articula federação do pP com o UB para se tornar vice do candidato bolsonarista

O presidente nacional do pP, senador Ciro Nogueira, estaria dizendo que está convicto de que Jair Bolsonaro (PL) vai bancar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (tende a trocar o Republicanos pelo PL), para presidente da República, em 2026, daqui a um ano e seis meses.

Maior raposa política do Centrão, Ciro Nogueira quer ser vice de Tarcísio de Freitas, de acordo com um deputado do pP.

Porém, o vice de Tarcísio de Freitas pode ser de indicação exclusiva de Jair Bolsonaro. Há outros nomes na lista: Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo) e Michelle Bolsonaro (PL). O primeiro, governador do Paraná, deve ser candidato a senador (Bolsonaro não o quer no circuito político nacional, por enquanto). Michelle Bolsonaro planeja disputar mandato de senadora no Distrito Federal. Romeu Zema é uma incógnita.

Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro: aliados políticos | Foto: Isac Nóbrega/PR

Ciro Nogueira opera ser vice de bolsonarista

Ciro Nogueira entendeu que só com o apoio do pP — forte, ma non troppo — não tem chance de se tornar vice de Tarcísio de Freitas ou de qualquer outro candidato consistente.

Por isso, aliado ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda — cujo eminência parda é o ex-senador Luiz “José de Paris” Estevão, dono do portal jornalístico Metrópoles —, Ciro Nogueira articulou a federação entre o pP e o UB.

Se depender de Ciro Nogueira e Antonio Rueda, a federação entre o pP e o União Brasil sai, em breve. Não tem a ver com ideologias, e sim com o pragmatismo da dupla e de seus aliados.

As duas raposas (felpudas e bolsudas) sabem que o pP e o União Brasil, aliados, podem lançar tanto o vice-presidente do candidato bolsonarista — que pode ser Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro — quanto do presidente Lula da Silva, do PT.

Ciro Nogueira, senador pelo Piauí, e Lula da Silva: o primeiro disse, no passado recente, que o petista havia sido o “melhor presidente [da República] do Brasil” | Foto: Reprodução

Ciro Nogueira e Antônio Rueda são políticos eficientes — o segundo arrancou o poderoso Luciano Bivar do comando do União Brasil — e, sobretudo, são homens do balcão de negócios na política.

Os dois políticos são pragmáticos, acima de tudo. Não se está sugerindo que são venais, e sim que articulam, para além de ideologias, o que é melhor para si e para seus grupos. Não há emoção. Só razão. A frieza (o realismo absoluto) é que determina os acordos.

Dos dois, Ciro Nogueira é o mais sagaz e experiente e já foi homem da linha de frente de Lula da Silva, em tempos idos, e de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Antonio Rueda é um aprendiz de esperto. Mas um grande e disciplinado aluno. E seu orientador, José de Paris — quer dizer, Luiz Estevão (também ligado ao cantor Gusttavo Lima) —, é um profissional da política (diga-se que o presidente do União Brasil já foi discípulo atilado de Luciano Bivar, tanto que aprendeu, sem assistência do mestre, o pulo do gato).

Mesmo sem mandato, mas usando bem o Metrópoles, Luiz Estevão articula como poucos. (E.F.B.)

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