‘Ofensiva publicitária’: Lula reverte queda de popularidade, mas desaprovação segue maior

O índice de aprovação de Lula da Silva (PT) subiu cinco pontos percentuais segundo a última pesquisa Datafolha. A melhora vem após o presidente da República atingir a pior aprovação entre todos os seus mandatos no início de 2025.  A aprovação (agora em 29%) ainda está abaixo da avaliação ruim e péssimo (38%) e regular (32%). 1% não soube responder. A pesquisa Datafolha foi realizada ouvindo 3.054 pessoas entre os dias 1 e 3 de abril e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Essa é a 2ª pior avaliação do governo Lula registrada pelo Datafolha desde a posse. O resultado só fica atrás dos números de fevereiro. O contexto da queda de popularidade é a situação econômica que une altos juros e inflação e crises como a do Pix e a criação de tributos como a “taxa das blusinhas”. 

A piora na imagem do presidente motivou a troca na liderança da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no início deste ano, com o marqueteiro Sidônio Palmeira substituindo Paulo Pimenta. Ações do novo secretário incluem “ofensiva publicitária”, com publicação do balanço “Brasil Dando a Volta Por Cima” e divulgação de novas licitações para contratar agências de propaganda. 

O governo pode ver a melhora na aprovação como indicativo de comunicação mais eficiente, mas o índice de aprovação continua baixo: é semelhante aos 28% registrados em outubro e dezembro de 2005, durante a crise do mensalão. Jair Bolsonaro (PL) também teve aprovação na casa das duas dezenas em meio à pandemia de Covid-19 (com 24% de bom e ótimo e 45% de ruim e péssimo). 

A questão “aprova ou desaprova o governo Lula” gerou resultados dentro da margem de erro: 49% de desaprovação e 48% de aprovação. 

Apesar da melhora na aprovação, houve crescimento do pessimismo. Uma pergunta a respeito da expectativa para o futuro da gestão obteve respostas positivas em igual proporção às negativas: 35%. Outros 28% dizem que será regular. É a primeira vez que a perspectiva mais otimista não é superior à negativa. Em março de 2023, 50% diziam que Lula faria um governo ótimo/bom.

Além disso, 29% das pessoas afirmou que a vida piorou desde o início do terceiro mandato de Lula. Os que dizem que a vida melhorou são 28%. Os que respondem que a vida permaneceu igual passou a 42% (antes eram 51%).

A avaliação de Lula é melhor entre as mulheres (30% de ótimo ou bom). Os mais pobres já representaram o segmento em que Lula se saía melhor, mas hoje está dentro da média, com 30% de boa/ótima avaliação. O grupo onde houve maior aumento na aprovação foi o daqueles com escolaridade superior, passando de 18% a 31% de aprovação. 

Os que ganham de dois a cinco salários mínimos aumentaram a aprovação de 17% para 26%. Os que ganham mais de cinco salários passaram de 18% para 31% de ótimo/bom. A boa avaliação de Lula segue mais alta no Nordeste: 38%.

Já entre as regiões do país, a avaliação positiva do presidente segue mais alta no Nordeste (margem de erro de quatro pontos), com 38%. Mas ainda não se recuperou da queda de dezembro para fevereiro, quando caiu de 49% para 33%.

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