Saiba qual é o recado dos motoristas de Uber para Daniel Vilela, Wilder Morais e Marconi Perillo

Há dois meses que um repórter do Jornal Opção, usuário dos veículos conectados à Uber, vem conversando com motoristas.

Os motoristas reclamam de quase tudo, inclusive da Uber, que, na opinião deles, lhes toma 25% do ganho e “não” tem compromisso real com nenhum deles. Quebrou o carro? Problema do motorista. A Uber não tem nada a ver com isso.

Há motoristas de vários Estados dirigindo automóveis integrados à Uber. São pessoas do Pará, do Maranhão, de São Paulo, do Tocantins e, sobretudo, de Goiás. Muitos, por sinal, estão no segundo ou no terceiro casamento.

Vários motoristas contam que vivem com dificuldade. Muitos perderam o emprego e não conseguiram voltar ao mercado (acreditam que “pela idade”). Outros usam o trabalho na Uber como complemento. Um “bico” para pagar a prestação da casa ou do carro.

Daniel Vilela e Ronaldo Caiado: manter a política de segurança pública rigorosa é crucial | Foto: Divulgação

Em geral, os motoristas trabalham de 10 a 12 horas por dia. “Depois de 12 horas seguidas, a Uber não permite que o motorista continue dirigindo sob sua bandeira. Então muitos mudam para a 99”, relata uma motorista.

A motorista conta que o marido saiu de casa, deixando-a com três filhos e sem pagar pensão alimentícia. Ela alugou um automóvel, pagando cerca de quase 2 mil por mês para uma empresa. Dois anos depois, conseguiu comprar um veículo à prestação. Em algumas semanas, trabalha os sete dias — ao contrário de Deus, a evangélica não descansa em nenhum. Mas nunca deixa de ir ao culto.

Alguns motoristas de Uber eram pequenos e, até, médios empresários. Trabalham em parceria com a Uber para sustentar as famílias. Os filhos trocaram a escola particular pelas pública. Os pais estão satisfeitos? Dizem que sim, pois os garotos têm aulas todos os dias, de “qualidade”, e recebem todo o material didático, além de tênis e mochila. Os meninos só reclamam de terem “perdido” a turma anterior.

Conta-se a seguir a história de dois empresários que faliram. Um deles tinha uma fábrica com 92 funcionários e, dados os reveses da economia, não conseguiu mantê-la e até hoje luta com as dívidas, inclusive trabalhistas. Dirige um automóvel novo, que não está em seu nome, por razões óbvias. “A sorte é que não pago aluguel e meus filhos, inclusive o que faz faculdade, não estudam mais em escolas particulares.”

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Marconi Perillo: o nome do PSDB para a disputa do governo em 2026 | Foto: Divulgação

A vida do ex-empresário e de sua família mudou, e muito. Porque as viagens para o Rio de Janeiro, Guarujá, Porto de Galinhas e Camboriú foram suspensas. Sine die. O casamento quase ruiu, mas acabou por se manter devido a resiliência de sua mulher. “Ganho de 4 mil a 5 mil reais por mês. Dá para manter a família e comer carne todos os dias”, frisa. Ele diz ter 48 anos (parece ter mais).

O segundo falido tem 40 anos e diz que não consegue pagar as dívidas e não tem dinheiro nem para contestá-las, sobretudo os impostos do governo, por não ter como pagar um advogado tributarista. Parentes e amigos recomendaram a ida a um psiquiatra ou a um psicólogo, por causa da depressão. “Optei por fazer musculação numa academia mais barata. É minha terapia. Enquanto faço exercícios, paro de pensar um pouco nos problemas. Dirigir, atendendo várias outras pessoas, é outra terapia.” Ele circula pela cidade sete dias por semana.

A maioria dos motoristas reclama do trânsito congestionado. “Há o problema de o goiano não se preocupar em sinalizar quando decide, de última hora, virar e entrar em outra rua. Os motoristas também têm o hábito de dirigir colado um no outro, o que, às vezes, provoca batidas”, critica um ex-dono de ferragista. Quase todos reclamam do “calor”, sobretudo porque têm de ficar dentro dos carros, às vezes estacionados, para não gastar combustível.

Wilder Morais: senador pelo Partido Liberal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Em qual bairro é pior para dirigir, por causa do trânsito congestionado? A maioria aponta o Centro. Mas muitos dizem que as ruas Jamel Cecílio (136), a T-63, 9 (entre os setores Oeste e Marista) e a Assis Chateubriand são “complicadas”. Vários motoristas dizem que preferem trabalhar à noite porque o trânsito é menos intenso, assim como a temperatura é menos elevada.

Recado para os pré-candidatos a governador

Motoristas de Uber gostam de política? Em geral, gostam e entendem. Os migrantes, principalmente os recém-chegados, não sabem nem apreciam discutir o assunto. Mas todos, inclusive os novatos, mencionam que a segurança pública em Goiás, notadamente em Goiânia, “funciona”.

Os motoristas, inclusive os chegantes, sabem o nome do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e o elogiam, sempre mencionando a palavra “firmeza” e “coragem” quando citam seu nome, que sempre é associado à segurança pública.

A maioria dos motoristas ouvidos é bolsonarista. No início das conversas, preferem se apresentar como “neutros” (receiam serem mal avaliados pelos clientes devido a posições políticas de direita). Mas, dos vinte consultados, todos disseram que podem apoiar Ronaldo Caiado para presidente da República. Alguns falam que a educação e a saúde “vão muito bem”. Mas quase todos fazem referência à segurança pública, que “funciona à perfeição”.

Em geral casados, com dois a três filhos, os motoristas dizem que, antes de Ronaldo Caiado assumir o governo, em 2019, não se sentiam seguros quando dirigiam à noite. O filho de um professor marroquino chegou a dizer que foi assaltado quando buscou dois homens no estacionamento do shopping Flamboyant, anos atrás.

“Ronaldo Caiado nos dá tranquilidade para trabalhar”, diz um motorista de 52 anos, há cinco dirigindo nas ruas de Goiânia. “Há muito tempo não ouço notícia de que motorista da Uber foi assaltado. Nós temos grupos de WhatsApp e todos dizem a mesma coisa: a segurança nas ruas e bairros de Goiânia é excepcional.”

Um motorista que mora no Setor Riviera e trabalha com venda de marmitex na Vila Galvão, em Senador Canedo, disse ao Jornal Opção: “Levanto-me às 5 horas da manhã e às 5h30 já estou transportando clientes para o Aeroporto e para o trabalho. Paro às 8h30 e vou preparar as marmitexs ao lado de minha mãe. Depois, por volta de meia- dia, retorno ao trabalho e fico nas ruas até 20h30. Nunca fui assaltado e sinto-me inteiramente seguro. Minha família está sempre falando que Ronaldo Caiado é uma bênção para os goianos. Tenho de concordar com ela”.

O crime organizado é uma grande preocupação dos motoristas da Uber? Em parte, sim. Por causa da distribuição de drogas, como maconha e cocaína — o que gera violência. Mas o que receiam mesmo é o assaltante, aquele que está em busca de dinheiro.

Nas conversas com os motoristas vários disseram que, depois que Ronaldo Caiado se tornou governador, passaram a receber também em dinheiro. “Antes, eu só recebia pagamento via cartão de crédito, por receio de ser assaltado. Agora, não importo mais se a pessoa quer pagar em dinheiro. Porque sinto-me seguro”, sublinha um motorista de 38 anos. Mas há os que ainda preferem receber só por meio de cartão de crédito.

Cinco dos motoristas ouvidos pelo Jornal Opção disseram que se sentem tranquilos também ao saber que seus filhos estão matriculados em escolas públicas, com “total amparo do governo”, inclusive em termos de segurança. “Minha filha estuda numa escola militar e eu e minha mulher ficamos tranquilos, pois sabemos que, além da educação eficiente, ela está segura”, pontua um dos veteranos da Uber em Goiás.

“Meus dois filhos estudam numa escola pública, que não é militar, e seu desenvolvimento tem sido exemplar. Estamos satisfeitos. Eu e minha mulher percebemos que há alguém zelando por nós e por eles. Não apreciamos tanto o governador Ronaldo Caiado quanto a secretária Fátima ‘Ravioli’”, disse um ex-taxista que se tornou motorista de Uber. Quando o repórter corrigiu o sobrenome da secretária — é Gavioli —, ele riu, desconcertado.

O motorista não sabe o que é Ideb, mas ressaltou: “A educação de Goiás é a melhor do Brasil”. Por fim, acrescentou: “O sr. não fale para ninguém não, mas vários parentes meus que moram no Maranhão estão de olho no eldorado que Goiânia se tornou”.

Um paraense, de 42 anos, está entusiasmado com Goiânia. “Eta cidade boa e bonita, amigo.” De cara, depois de minutos de conversa, convidou o repórter para comer maniçoba e tacacá em sua casa. “Vambora, sujeito”, disse, com uma voz meia cantada. É mais um que enaltece a segurança do Estado. “Me contaram que os bandidos não querem operar em Goiás. Eles entram no Estado e saem rapidinho. O jogo é duro, rapaz.”

Depois das conversas preliminares, o repórter quis saber sobre a disputa eleitoral de 2016, que acontecerá daqui a um ano e seis meses.

Os motoristas sabem das movimentações, mas não tem informações objetivas sobre os pré-candidatos. “Fiquei sabendo que o candidato de Ronaldo Caiado é o Vilela”, disse um deles.

“Ronaldo Caiado pode ser candidato mais uma vez?”, inquiriu um motorista. Não, ele não pode ser candidato a governador em 2026. “Então, se é assim, vou votar no seu candidato. Qual é?” Daniel Vilela, o repórter assinala. “Então, é com este que eu vou. Mas ele tem de manter a segurança pública nos moldes da atual.”

Os motoristas dizem, de maneira enfática, que vão votar para governador no candidato que seguir os passos, de maneira rigorosa, da política de segurança de Ronaldo Caiado. Todos disseram a mesma coisa.

Quando o assunto é segurança, todos os motoristas de Uber sublinham que é preciso manter a política de segurança — “rigorosa contra o crime” — gestada pelo governo de Ronaldo Caiado.

Daniel Vilela, do MDB, Wilder Morais, do PL, Marconi Perillo, do PSDB, e outros que ainda se apresentaram, terão de ficar de olho no que estão dizendo os motoristas de Uber. Eles falam por si, mas ecoam as vozes de vários eleitores goianos.

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