Compesa inicia testes para integrar sistemas de abastecimento e enfrenta crise hídrica no Agreste

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou a fase de testes da interligação entre a Adutora do Agreste e a Adutora de Jucazinho, em Caruaru. A medida visa garantir o abastecimento das 14 cidades atendidas pelo Sistema Jucazinho, cuja barragem está em pré-colapso, com apenas 3,8% da capacidade. Com a mudança, Caruaru deixa de receber água de Jucazinho e passa a ser abastecida com 600 litros por segundo da Adutora do Agreste, triplicando a atual vazão proveniente do Rio São Francisco. A água remanescente de Jucazinho será direcionada às outras 13 cidades do sistema.

A interligação permite ainda, em caso de colapso total da barragem, inverter o fluxo de água para que o Sistema Jucazinho receba água da Adutora do Agreste. Segundo o presidente da Compesa, Alex Campos, a obra foi concluída em dois meses, com investimento de R$ 4,4 milhões autorizado pela governadora Raquel Lyra. Outra intervenção importante foi a construção de uma nova adutora de 3 km entre a ETA Petrópolis e o Reservatório do Santa Rosa, que beneficiará cerca de 40 mil pessoas em cinco bairros de Caruaru, além de melhorias na estação de tratamento para garantir abastecimento diário nessa área.

A Compesa também está concluindo a Estação de Tratamento de Água Bela Vista, que receberá 200 l/s do São Francisco. Quando finalizada, Caruaru passará a contar com 1.500 l/s, somando-se os volumes dos sistemas Salgado, Petrópolis, Bela Vista e Prata. “Caruaru estava no mapa da emergência, mas iremos eliminar essa possibilidade nos próximos dias”, afirmou Alex Campos.

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