Centrais sindicais repudiam tarifa dos EUA e apoiam retaliação

Diante da recente decisão do governo dos Estados Unidos de sobretaxar em 10% as importações de produtos brasileiros, as principais centrais sindicais do país se uniram para expressar seu repúdio. Em nota conjunta, os dirigentes alertam para os impactos negativos da medida na produção, no emprego e na estabilidade econômica global.

A declaração também defendem uma resposta firme do país, com “apoio à Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Senado, que autoriza o governo federal a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.” O texto ainda reforça a importância da industrialização nacional, da geração de empregos de qualidade e da cooperação internacional por meio do BRICS.

Leia a íntegra.

Nota das Centrais Sindicais
Repúdio ao tarifaço e apoio à Lei da Reciprocidade

As centrais sindicais brasileiras repudiam o tarifaço imposto pelo governo Trump às importações dos EUA e alertam para suas graves consequências.
A sobretaxa de 10% imposta aos produtos exportados pelo Brasil terá impactos negativos sobre a produção e o emprego, especialmente na indústria e no agronegócio.

Além disso, em vez de conter a decadência do império norte-americano, como promete o chefe da Casa Branca, o protecionismo agravará os problemas que afetam a economia mundial, desencadeando uma guerra comercial que pode resultar em uma nova depressão e alimentando o nacionalismo xenófobo.

O Brasil deve se proteger e se preparar para responder à iniciativa unilateral de Donald Trump. Nesse sentido, em nome da classe trabalhadora brasileira, as centrais sindicais manifestam apoio à Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Senado, que autoriza o governo federal a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.

Apoiamos o fortalecimento da industrialização nacional, o incentivo à produtividade e a geração de empregos de qualidade, com direitos e possibilidade de ascensão. No âmbito das relações internacionais, defendemos os tratados comuns e o fortalecimento do BRICS, lembrando que, neste ano, teremos o BRICS Sindical, que deverá pautar a guerra tarifária e um novo arranjo que melhor atenda aos trabalhadores dos países envolvidos.

São Paulo, 3 de abril de 2025

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Moacyr Tesch Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
José Gozze, presidente da Pública, Central do Servidor

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