Idoso de 75 anos é encontrado em situação de trabalho escravo em fazenda de Goiás

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Hidrolândia, deflagrou a Operação Alforria e resgatou um homem de 75 anos que trabalhava em uma propriedade rural do município sem receber salário e vivendo em condições precárias.

O caso começou a ser investigado após uma denúncia da 1ª Promotoria de Justiça de Hidrolândia, que informou à polícia a possível prática do crime. Após diligências, os agentes localizaram a fazenda em uma área de difícil acesso.

No dia 31 de março de 2025, policiais civis, acompanhados por representantes do Ministério Público, foram até o local para averiguar a denúncia. Ao chegarem, encontraram a vítima realizando trabalho braçal no quintal da propriedade, utilizando uma pá e um carrinho de mão.

Segundo as investigações, o homem prestava serviços no local há cerca de oito anos sem qualquer remuneração ou vínculo formal de trabalho. Além disso, não recebia assistência financeira, sendo apenas alimentado e alojado na própria fazenda.

O delegado responsável pela operação, Sérgio Henrique Alves, explicou que o idoso não tinha acesso a direitos básicos e vivia em condições degradantes.

“Assim que a polícia chegou, ele já foi avistado trabalhando. Ele não recebia salários, vivia em condição insalubre, dormia em um local sem luz elétrica, sem acesso ao banheiro, sem alimentação digna e sem receber nenhum dos seus direitos como trabalhador”, afirmou. Segundo o delegado, o homem também apresentava problemas de saúde, como dores na coluna, agravadas pelas condições a que era submetido diariamente.

Durante a inspeção no local, os policiais constataram que a vítima não morava na casa principal da fazenda, mas sim em um espaço improvisado, sem energia elétrica e com severas condições de insalubridade.

O ambiente era compartilhado com animais domésticos, como cães e galinhas, e havia a presença de alimentos em estado de decomposição. A Polícia Técnico-Científica foi acionada para realizar uma perícia no imóvel, registrando as condições em que a vítima era mantida.

Diante da gravidade da situação, o proprietário da fazenda foi preso em flagrante pelo crime de redução à condição análoga à de escravo. No entanto, ele foi liberado após o pagamento de fiança. Segundo a Polícia Civil, o caso segue em investigação para esclarecer todas as circunstâncias do crime e verificar se há outras possíveis vítimas na propriedade ou em regiões próximas.

Veja onde idoso trabalhava e dormia

O inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público e à Justiça, que definirão as próximas providências legais. A Polícia Civil reforçou a importância de denúncias sobre casos de exploração de trabalhadores e informou que ações de fiscalização continuarão sendo realizadas para combater práticas de trabalho análogo à escravidão no estado de Goiás.

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