Investigado em operação contra o PCC trabalhou em gabinete e na CCJ da Câmara de Goiânia

Por: Pedro Moura e Raphael Bezerra

Investigado em megaoperação que desarticulou uma rede de traficantes ligados ao PCC, Victor Hugo Barbosa da Silva chegou a ser lotado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia. Segundo apurado pela reportagem, além da principal comissão do legislativo goianiense, o homem de 21 anos recebeu o último salário em março deste ano, lotado como assessor na Diretoria de Transporte e Abastecimento.

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PCDF diz que o homem é procurado | Foto: Reprodução

Victor iniciou sua trajetória no legislativo goianiense como jovem aprendiz no gabinete do ex-vereador Kleybe Morais (MDB). Como assessor, ele foi nomeado pela primeira vez no legislativo municipal em 2022, aos 18 anos, no gabinete do vereador Lucas Kitão (UB).

Por meio de nota, a assessoria do vereador disse que o servidor não tem lotação e obrigações com o gabinete desde setembro de 2024. “Ele foi contratado por um curto período de tempo após atuar como menor aprendiz, período em que sua atuação foi estritamente profissional”, disse. Para a reportagem Kitão afirmou que na época em que foi contratado, Victor passou por um criterioso processo de checagem de todos os dados dos profissionais como: matrícula escolar e até possíveis antecedentes. O parlamentar também afirmou que não tem o controle do que os servidores fazem fora do horário de trabalho.

Em nota, a Câmara Municipal informou que Victor já foi exonerado mesmo não tendo sido notificada oficialmente. A nota ainda ressalta que a contratação para cargos de comissão só acontece após a comprovada regularidade das certidões e demais documentos estabelecidos em lei para ingresso da função.

Após passagem pelo gabinete de vereador, o investigado foi lotado como assessor parlamentar especial IV, com salário líquido de cerca de R$ 3,4 mil na principal Comissão do Legislativo municipal, a CCJ, onde ficou até o mês de dezembro.

Já em 2025, o homem passou a ser lotado na Diretoria de Transporte e Abastecimento, com salário líquido de cerca de R$ 4,5 mil. De acordo com o portal da transparência da Câmara, o último salário que ele recebeu foi em março deste ano.

Investigação

Victor, de acordo com a PCDF, é filho de um casal integrava que o esquema criminoso no chamado “Núcleo Goiás” da organização criminosa. As investigações apontam que o suspeitos usavam contas bancárias pertencentes a duas pessoas empresas como meio de dissimular e movimentar os valores provenientes do tráfico de entorpecentes.

As empresas, a primeira registrada formalmente como Barbosa Transportes, no ramo de transporte de cargas, e a segunda como Flávio Auto Peças, no comércio de peças automotivas, estariam sobre o controle administrativo de integrantes do casal.

A PCDF considera Victor Hugo Barbosa da Silva como procurado e divulgou a imagem do homem em busca de informações sobre o paradeiro.

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