Alckmin participa da inauguração da expansão de fábrica de medicamentos para doença renal crônica

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), participou, hoje, em Jaguariúna (SP), da inauguração da expansão da fábrica da Fresenius Medical Care, líder mundial no fornecimento de produtos e serviços para pacientes com doença renal crônica e hemodiálise.

“A indústria do complexo da saúde vai crescer enormemente, e nós vamos precisar muito da tecnologia, da ciência e do trabalho de vocês”, afirmou Alckmin. “Essa vai ser a indústria que mais vai crescer no mundo, porque há uma mudança, nós estamos vivendo mais”, acrescentou o presidente em exercício.

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Alckmin enfatizou a necessidade de fortalecer a indústria brasileira para fazer frente à importação de medicamentos e produtos de saúde. “Nós lançamos com o presidente Lula a NIB, Nova Indústria Brasil, com seis missões. E a missão número dois é Complexo Industrial da Saúde, onde é o segundo déficit da balança comercial brasileira”, afirmou, lembrando que o Brasil mais importa do que exporta produtos nesse segmento, atrás apenas de tecnologia da informação.

“Na Nova Indústria Brasil, a meta é nós chegarmos ano que vem com 50% de produção nacional para atender o Brasil. Hoje é 45% e, até 2033, 70%. Então, nós queremos fortalecer a indústria no Brasil, produzindo para uma área central importantíssima, como é o Complexo Industrial da Saúde”, acrescentou.

A Fresenius irá expandir a produção do concentrado em pó de bicarbonato de sódio para hemodiálise, que irá beneficiar cerca de 154 mil pacientes em tratamento de diálise no Brasil e em outros países da América Latina. Esse produto, segundo a empresa, tem tecnologia avançada, é sustentável e seguro em comparação aos galões de concentrado de bicarbonato de sódio líquido.

Na cerimônia de inauguração, Alckmin ressaltou a necessidade de o Brasil ter tecnologia, excelência e qualidade, para oferecer ao paciente o SUS. “O Brasil tem essa dádiva, que é o Sistema Único de Saúde, que cobre toda a despesa”, lembrando que 80% da população que faz hemodiálise no Brasil é pelo SUS.

“Esta expansão posiciona o Brasil como um dos poucos países no mundo a obter esta tecnologia avançada”, explicou o presidente da Fresenius Medical Care Brasil, Alexandre Franco. “O grande investimento da empresa em tecnologia de ponta permitiu que o Brasil se tornasse autossuficiente na produção do bibag® (concentrado)”, afirmou Franco.

Esta é a primeira unidade da empresa, fora do eixo EUA-Europa, com equipamentos de última geração, tornando o Brasil importante polo de investimento em capacidade produtiva e exportação. Ao todo, a empresa tem 3 mil colaboradores no Brasil e o complexo industrial conta com 8 fábricas integradas.

A nova tecnologia é utilizada na hemodiálise, um tratamento médico que remove fluidos em excesso e toxinas do sangue quando os rins não conseguem mais desempenhar essa função de forma eficaz. Segundo a Fresenius, o concentrado em pó de bicarbonato de sódio oferece uma alternativa mais eficiente em comparação aos galões de bicarbonato de sódio líquido, ao garantir maior segurança por se dissolver diretamente na máquina e reduzir o risco de contaminação. Essa tecnologia é mais sustentável, pois ocupa menos espaço de armazenamento, reduz os custos de transporte e evita o uso de grandes galões de plástico.

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