Entenda os prós e contras do banquinho para fazer cocô

Para fazer cocô também existe uma posição correta. O ideal não é se sentar no vaso sanitário com os pés no chão e as costas eretas mas sim formar um ângulo de 35º entre o tronco e as coxas, simulando um agachamento. A orientação foi repassada ao portal G1 pela coloprotologista Ana Sarah Portilho, diretora de comunicação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e médica do Hospital Albert Einstein.

De acordo com Ana Sarah, é necessário usar algum apoio para os pés para atingir a posição correta. Para isso, um banquinho de apoio pode ser utilizado.

Sarah explica que uma série de eventos acontece com o corpo quando dá vontade de fazer cocô, entre eles estão:

  • aumento da pressão intra-abdominal;
  • relaxamento do músculo puborretal, que, normalmente, fica fechado para garantir a continência;
  • descida do assoalho pélvico, que serve para segurar órgãos como útero, bexiga, reto e próstata, para ajudar no relaxamento;
  • relaxamento do esfíncter anal externo após o alinhamento adequado do reto.

“O esfíncter relaxa, permitindo a eliminação do conteúdo fecal. A posição de 35 graus favorece esse mecanismo, ao reduzir a curvatura do ângulo anorretal, tornando a evacuação mais eficiente e diminuindo a necessidade de esforço excessivo”, diz.

“O uso de um banquinho ou apoio para os pés pode melhorar significativamente a evacuação, porque esse posicionamento (que simula agachamento) reduz a necessidade de esforço excessivo, prevenindo constipação e diminuindo o risco de condições associadas, como hemorroidas, fissuras anais e impactação fecal”, continua.

Para Ana Sarah, um trânsito intestinal mais eficiente pode contribuir para a saúde gastrointestinal. Para isso, é necessário se ter apoio ao sentar no vaso durante a evacuação.

“O músculo puborretal, que desempenha um papel fundamental no mecanismo de continência, mantém um certo grau de tensão nessa posição, impedindo o reto de se alinhar de maneira mais favorável. Como resultado, a evacuação pode exigir maior esforço e ser menos eficiente, aumentando o risco de constipação e desconforto”, completa.

A coloproctologista explica que o uso de banquinho pode ser bom para grande parte das pessoas, mas alguns grupos, como idosos e pessoas com mobilidade reduzida, alterações neuromusculares ou ortopédicas que dificultem a flexão dos quadris, o objeto pode ser utilizado com atenção especial.

“O banquinho pode representar um risco aumentado de instabilidade e quedas, especialmente nos momentos de sentar-se ou levantar-se do vaso sanitário”, explica.

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