Baixo financiamento mundial afeta combate à tuberculose, entenda como mudança pode afetar Goiás

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez alerta para o baixo financiamento para o combate à tuberculose. A doença respiratória ameaça milhões de vidas ao redor do mundo. De acordo com a OMS, em 2023, 10,8 milhões de pessoas foram infectadas pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que causou 1,25 milhão de mortes.

A tuberculose, segundo a OMS, apesar de ser prevenível e tratável, permanece com o posto de doença infecciosa mais mortal do planeta. “Ela continua a devastar milhões de pessoas globalmente, causando graves consequências sanitárias, sociais e econômicas”, alerta a OMS.

Em Goiás, a doença apresentou um aumento de casos na série histórica. Em 2021 foram registrados 980 casos, 1.084 casos em 2022, 1.182 casos em 2023, 1.077 casos em 2024, e neste ano, são 132 casos registrados até o momento.

Para o coordenador do Programa Estadual de Controle da Tuberculose e Micobactérias não Tuberculosas da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (Suvisa) da SES, Emílio Alves Miranda, a doença ainda é um desafio para a saúde pública. “Temos avançado na adesão dos profissionais de saúde para o diagnóstico da doença por meio das capacitações realizadas nos municípios. O diagnóstico e a adesão do paciente ao tratamento são essenciais para reduzirmos o número de casos e óbitos em Goiás”, diz Emílio.

A secretaria recomenda que municípios e serviços de saúde desenvolvam ações contínuas, como a intensificação da busca ativa por “sintomáticos respiratórios” na população, estabelecimento de parcerias intersetoriais para apoio às populações em situação de vulnerabilidade social, divulgação de boletins epidemiológicos com dados atualizados sobre a doença nos municípios, campanhas educativas para conscientizar sobre prevenção, sintomas, diagnóstico precoce e tratamento gratuito, além da importância da adesão ao tratamento e da desestigmatização da doença, além de atividades de treinamento junto às equipes de saúde locais, visando a capacitação nas atividades de vigilância epidemiológica, prevenção, diagnóstico e tratamento.

O diagnóstico da doença é feito por meio da avaliação de sintomas, exames laboratoriais, coleta de escarro e exames de imagem, todos feitos por meio da rede pública de saúde. Pessoas com sintomas devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação clínica, realização de exames diagnósticos e início do tratamento, caso necessário. Profissionais de saúde e a população devem estar atentos aos sintomas respiratórios, que podem ser semelhantes aos de outras doenças respiratórias comuns no período, como a Covid-19 e Influenza.

A tuberculose tem cura. O tratamento é fornecido é gratuito e fornecido pelo SUS, com duração mínima de seis meses, dependendo da forma clínica da doença.

A transmissão ocorre por via respiratória, por meio da inalação de aerossóis produzidos pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas que não estão em tratamento. Os principais sintomas incluem tosse persistente, com ou sem catarro, perda acentuada de peso, febre no período da tarde e suor excessivo à noite.

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