Para os Estados Unidos, a única soberania que importa é a sua

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstra, mais uma vez, que não respeita soberania nem mesmo de aliados. Com a guerra na Ucrânia entrando em seu terceiro ano, agora, com Trump, tem perspectiva de um fim, mas com um custo bem alto.

A guerra, iniciada como operação militar, começou após a Ucrânia tentar entrar na Otan, grupo militar dos Estados Unidos. A decisão, que por si só é uma afronta à Rússia, foi impulsionada pela presença de grupos nazistas dentro da Ucrânia. A operação militar deveria durar, a princípio, alguns meses, mas hoje se estende por três anos.

Durante o período de conflito, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se tornou um popstar ao redor do mundo sendo nos EUA onde ele conquistou sua maior fama. Com os bilhões recebidos de “ajuda” militar, Zelensky construiu uma vida boa para si enquanto aparecia em vídeos midiáticos em meio a guerra.

Com a lei marcial, Zelensky não pode convocar eleições e deve se manter no poder do país enquanto a guerra durar. Isso fez com que Trump passasse a quebrar acordos e classificar o líder ucraniano como “ditador”.

Do lado de Trump é fácil entender as motivações: dinheiro. As reservas de minerais da Ucrânia são parte importante do plano de Trump para os Estados Unidos, que pensam apenas em si. A guerra e a vida de ucranianos fica em segundo plano.

Os interesses de Trump são maiores que qualquer soberania nacional. Um acordo para o fim da guerra, que deve fazer com que a Rússia mantenha territórios conquistados, pode ser algo desastroso para a Ucrânia, que terá que reconstruir o país. Para os EUA, no entanto, pode ser algo lucrativo, mais até que a própria guerra.

Outro exemplo que podemos citar acontece bem em nosso quintal. Agora, aliados do governo dos Estados Unidos, liderado por Elon Musk (que é visto como presidente de fato por muitas pessoas) trava uma guerra judicial contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Por meio de tweets e fake News, essa “turma” de Musk, busca inflamar as pessoas contra Moraes.

A medida mais recente foi uma juíza dos Estados Unidos ter informado que Moraes não pode “multar empresas americanas” dentro dos EUA, o que é claro, mas foi o suficiente para fazer com que bolsonaristas voltassem ao fim de 2022 e aguardasse “mais 72h” por sanções contra Moraes.

Moraes pode, e deve, multar e, caso necessário, derrubar sites que não cumpram as leis brasileiras. O Rumble, por exemplo, não pode ser tocado por Moraes dentro dos Estados Unidos, mas no Brasil pode, já que o processo é feito via Anatel.

Trump quer o mundo para si, não para o povo estadunidense, e faz o que quer para conseguir. A única soberania que importa para o presidente dos EUA é de seu próprio país.

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