Sete planetas estarão visíveis no céu nesta sexta-feira, 28, em fenômeno raro

Na noite desta sexta-feira, 28, um espetáculo raro poderá ser observado no céu: sete planetas do Sistema Solar estarão visíveis ao mesmo tempo. O fenômeno, popularmente chamado de “alinhamento planetário”, permitirá que Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno sejam avistados em um mesmo arco no céu noturno. Embora não seja um alinhamento perfeito no espaço, o efeito visual impressionará os observadores da Terra. Segundo astrônomos, a última vez que algo semelhante ocorreu foi há séculos e a próxima oportunidade para testemunhar esse evento só acontecerá em 2492.

Diferente do que o nome sugere, o chamado “alinhamento planetário” não significa que os planetas estão perfeitamente enfileirados no espaço. Na realidade, todos os corpos celestes do Sistema Solar orbitam o Sol em trajetórias próximas a um mesmo plano, chamado plano da eclíptica. Isso faz com que, de tempos em tempos, diversos planetas fiquem visíveis na mesma região do céu quando observados da Terra.

O que torna este evento especial é que sete planetas poderão ser vistos simultaneamente, formando um verdadeiro “desfile planetário”. Esse tipo de evento é extremamente raro e, de acordo com astrônomos, não se repetirá por quase cinco séculos.

Como e onde observar o alinhamento planetário?

No Brasil, o fenômeno poderá ser visto cerca de 1h30 após o pôr do sol, com os planetas distribuídos no céu em diferentes alturas. Para uma boa visualização, é essencial que o céu esteja limpo e sem nuvens, além de que o observador esteja em um local com pouca poluição luminosa e um horizonte livre de obstruções, como prédios ou montanhas. Mesmo em grandes cidades, como São Paulo, será possível ver parte do espetáculo, especialmente os planetas mais brilhantes, como Vênus, Marte e Júpiter.

Mesmo quem mora em grandes centros urbanos, como São Paulo, poderá ver parte do espetáculo, especialmente os planetas mais brilhantes, como Vênus, Marte e Júpiter.

A observação a olho nu permitirá ver quatro dos sete planetas envolvidos no fenômeno. Vênus, o mais brilhante de todos, se destacará com sua intensa luz branca. Marte aparecerá com um tom avermelhado característico, enquanto Júpiter, ligeiramente amarelado, também estará visível. Saturno poderá ser visto, mas sua posição em relação ao Sol dificultará um pouco sua observação. Já Urano, Netuno e Mercúrio exigirão o uso de telescópios, pois estão muito distantes ou próximos demais do horizonte para serem vistos sem equipamentos especializados.

Uma dica importante para diferenciar um planeta de uma estrela é observar se a luz do objeto está tremeluzindo. Estrelas piscam levemente devido à turbulência da atmosfera terrestre, enquanto a luz refletida pelos planetas é mais estável e constante.

Astrônomos destacam que, apesar de o evento ser visível em várias partes do mundo, quem estiver no Hemisfério Norte ou em países próximos ao equador terá uma visão mais privilegiada. No entanto, isso não impede que moradores do Brasil consigam observar parte do fenômeno, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

Para localizar com mais precisão os planetas, aplicativos como Stellarium e Skymap podem ser úteis. Ambos estão disponíveis para Android e iPhone e ajudam a apontar exatamente onde cada astro está no céu.

Melhores horários e posições para observação

A melhor janela de observação ocorrerá logo após o pôr do sol, olhando para o oeste. Veja onde cada planeta estará no céu:

  • Marte: estará perto do horizonte sul, na constelação de Gêmeos, com seu tom avermelhado característico.
  • Júpiter: aparecerá um pouco mais acima, brilhando fortemente na constelação de Touro.
  • Urano: poderá ser encontrado na constelação de Áries, mas exigirá um telescópio para ser identificado.
  • Vênus: se destacará no céu ocidental, sendo o mais brilhante de todos.
  • Neptuno: estará logo acima de Vênus, mas sua luz será muito mais fraca.
  • Mercúrio: poderá ser visto por um curto período perto do horizonte.
  • Saturno: será o mais difícil de observar, devido à sua posição próxima ao Sol.

A Lua Nova que ocorre nesta semana também contribuirá para uma melhor observação do fenômeno, pois a ausência de iluminação lunar reduzirá o brilho no céu, favorecendo a visualização dos planetas mais distantes, como Urano e Netuno.

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